Mais do mesmo não
Pode ser um lugar-comum, mas nem por isso o subfinanciamento das associações deixa de ser trágico e dramático para os bombeiros e para quem eles defendem, os portugueses.
Pode ser um lugar-comum, mas nem por isso o subfinanciamento das associações deixa de ser trágico e dramático para os bombeiros e para quem eles defendem, os portugueses.
O dito elevador social é um meio para apurar as condições existentes e as circunstâncias em que operam as mudanças positivas ou nefastas no nosso meio.
Uma investigação recente que incluiu polícias e bombeiros concluiu que o orgulho e o sentido de pertença à profissão levam-nos a resistir melhor às exigências do seu trabalho. Esse orgulho, aliás, é identificado como protetor do desgaste emocional.
Muito já se disse sobre os 10 milhões de dólares doados a Portugal por Timor-Leste para a aquisição de viaturas florestais. Muito se irá, por certo, continuar a dizer, quer sobre as regras e critérios definidos pela ANEPC, unilateralmente, “procurando assegurar uma aplicação uniforme, justa e transparente dos recursos disponíveis”, conforme aponta a Secretaria de Estado da Proteção Civil.
No passado, sinceramente, nunca nos preocupámos sobre a origem do dinheiro para os investimentos nas associações de bombeiros, seja viaturas, infraestruturas e outros equipamentos. Por norma vinha do OE, das autarquias e outras fontes privadas.
A marcha do mundo é imparável e qualquer medida para atalhar ou desacelerar o seu curso estará sempre condenada ao fracasso.
O filósofo José Gil adverte-nos que “o medo instalou-se como atmosfera do nosso tempo, infiltra-se em tudo e molda a forma como vivemos e pensamos”.
O medo, na realidade, tem sido um obstáculo às mudanças. Estas são encaradas de diversas formas, mas muitas vezes com a dúvida de que, será que mais vale ficar como estamos, mesmo reconhecendo o que está mal, os prejuízos e os danos causados? E até o sentimento de que até nem se fala mais nisso?
O tempo não espera por ninguém
Tipificar parece ser uma ideia consensual. No entanto, a sua designação, só por si, carece de mais precisão. O que vai ser, para que vai ser, com quem vai ser, para quem vai ser.
Tipificar para quê e para quem
A sensação que fica é que sobre determinadas matérias não estaremos todos a falar do mesmo pois só assim se percebe, ou não, que se diga e defenda uma coisa e que a cada passo se desdiz.
Não estamos todos a falar do mesmo
Na vida atual tudo se precipita e o que era aguardado para depois já cá está. O futuro já chegou e quanto mais tarde acertarmos o passo com ele mais difícil se vai tornar realizar as mudanças.
Estamos a meio de nova “época” de fogos florestais dos 7 % e, a par disso, de todas as outras situações que ocupam os bombeiros a 93%, com todas as vicissitudes associadas e repetidas de outros anos.