Passemos ao lado dos ditos e mexericos que nas últimas semanas têm envolvido o SIRESP, à primeira vista, por razões ainda por explicar na sua totalidade.
Haverá entidades a quem caberá averiguar tudo isso e esperamos que o façam depressa e bem.
Mesmo não sendo alheios a isso, porém, em termos práticos o que nos interessa é que operacionalmente o SIRESP funcione. Do seu passado é comum ouvir-se dizer que falhou quando foi preciso. Agora, a mensagem repetida por todos é que não pode voltar a falhar.
A história operacional do SIRESP arrasta-se há vários anos com incongruências e fragilidades inadmissíveis, tendo alguém já prognosticado que quem nasce torto tarde ou nunca se endireita.
Apesar de tudo, queremos acreditar na vontade e na determinação do ministro da Administração Interna quando recentemente anunciou uma reforma radical no sistema a concretizar numa década e que irá traduzir-se em melhorias progressivas identificadas pelo MAI em três fases.
À partida, segundo estudo recente, a rede SIRESP deverá ter garantida, a resiliência da transmissão, a autonomia energética e a capilaridade territorial. Face a isso, e passados todos estes anos de falsas partidas e goradas chegadas, importa perguntar por que razão não foi assim desde o início.
