Dialogar não significa absorver
Dialogar não significa diluir ou absorver. Todos concordaremos, à partida, com essa afirmação.
Dialogar não significa absorver
Dialogar não significa diluir ou absorver. Todos concordaremos, à partida, com essa afirmação.
Dialogar não significa absorver
Sobre a quem o primeiro-ministro terá passado o responso em Ponte da Barca mantém-se um silêncio sepulcral. Adivinha-se apenas.
Há quem lhe chame intransigência, mas quem está dentro do processo chama-lhe seriedade, rigor, assertividade, convicção e firmeza.
Quando alguém, pelo Estado, diz que não sabe se está a pagar a dobrar, supostamente, pelas mesmas coisas aos bombeiros, das duas uma, ou de forma temerária está a denunciar algo de grave, ou está a meter-se em atalhos sem eira nem beira e, inclusive, a pôr em causa a própria idoneidade e respeitabilidade de quem gere esses recursos.
O estado da Proteção Civil é o corolário de muita coisa. Uma revisita à sua história identifica muitos episódios, muitas decisões e muito imbróglios que conduziram às mudanças realizadas em diferentes épocas e circunstância.
Das consequências dos vários temporais que assolaram o país será prematuro tirar já conclusões definitivas. Mas, mesmo assim, para que se vá percebendo, algumas já podem ser adiantadas.
Em Portugal estamos a adquirir o estranho hábito de querer “resolver” os problemas com comissões independentes, para isto, para aquilo ou para aquilo outro.
Dirão uns que o problema está na forma e nas condições como o mensageiro dá a novidade, reforçando o facto de ser alheio a ela ou, ao contrário, assumindo-a também como sua.
A organização espontânea de uma task force pré-hospitalar durante um fim de semana em Lisboa veio desenterrar mal-entendidos e até alguns fantasmas adormecidos.
O Ministério das Finanças, diz-se, não tem alma, ou seja, não tem sentimentos e resiste até ao limite para libertar verbas que era suposto há muito as associações de bombeiros terem recebido.