Voltamos à carga, não por teimosia, mas por convicção pura e até certeza de que importa mudar o modo de financiamento das associações de bombeiros. O Estado, todos sabemos, já poupou muito com isso, até de forma claramente oportunista e insolente.
E voltamos à carga já que dessa mudança depende muita coisa, desde logo, as carreiras para os bombeiros e respetiva remuneração.
Feitas as contas com justiça e clareza, falamos de muitos, mesmo muitos anos de disfuncionalidades crónicas e graves no montante e no modo de financiar as associações de bombeiros. Aliás, repetidamente, aos desafios sucessivos que o próprio Estado lhes lançou ao longo de anos nunca este soube corresponder com os suficientes e necessários investimentos e ressarcimentos. Atitude crónica a que urge por cobro, pela imoralidade evidente, mas também pelo abuso condenável.
Que pensar de um Estado e dos respetivos Governos que cobram mais às associações, caso da TSU, do que realmente lhes dão? Estamos perante um verdadeiro “esclavagismo” social e económico.
Será que os Bombeiros, faça-se-lhes o que se fizer, vão continuar a responder como sempre?!
