O algodão não engana
Atente-se à realidade e não às tentativas divisionistas dos bombeiros que, em abono da verdade, parecem esconder algo.
Atente-se à realidade e não às tentativas divisionistas dos bombeiros que, em abono da verdade, parecem esconder algo.
Fazer parte de um qualquer Sistema não pressupõe que tenhamos que ser, ou que sejamos todos amigos, porventura cúmplices, se calhar coniventes ou até complacentes.
Não temos que ser todos amigos
A Federação de Bombeiros Portugueses, que antecedeu por pouco a Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP), nasceu há 120 anos, uma data a assinalar sobre a vontade e o espírito indomável de associação para a ação.
Espírito indomável há 120 anos
Dirão alguns que, infelizmente, os atrasos nos pagamentos aos bombeiros são crónicos e que já não são novidade. Essa constante tem estado na origem de situações de tesouraria desesperantes para as associações de bombeiros.
É uma técnica antiga e estafada para entrar em cena com espavento e tornar-se conhecido numa tentação terrível de que senão vai a bem vai a mal. Atirar pedras ao vizinho é essa técnica antiga.
É um dito comum, redutor e pleno de contradições. Valemos pelo que fazemos e não pelo que dizemos, é o dito. Foi um dito com que vimos rematado recentemente um texto nas redes sociais, a propósito da entrega de viaturas à FEPC.
Os dirigentes das associações de bombeiros, pode-se dizer, são verdadeiros campeões na gestão das suas instituições. Quase por regra marcada pelas receitas incertas e na maioria abaixo dos custos de funcionamento que, entretanto, vão galopando. Por isso, os dirigentes são particularmente atentos e sensíveis ao conhecimento de verbas malgastas ou indevidamente aplicadas.
Não é um juízo de valor, nem muito menos uma crítica, mas apenas uma constatação, porventura irónica mas verdadeira. Perde-se no tempo a demora que já leva o “novo” Regulamento de Fardamentos dos Bombeiros. É um longo historial de grupos de trabalho, suficientemente alargados a todos para que o resultado fosse consensual. Desde então, a ANEPC/DNB tarda em pô-lo cá fora. Comentário oficioso colhido dá conta de que nem faz falta porque já anda quase tudo de boina. Verdade, ou não, que isso tenha sido pensado e, talvez, dito, certo é que assistimos a um cenário em que, na verdade cada um põe o que quer.
O termo tergiversar pode confundir os leitores mas não é mais do que chamar a atenção para o sucessivo voltar de costas, sucessivos rodeios, sucessivas evasivas quando se trata de falar a sério dos bombeiros, das suas preocupações e sinergias, desde as suas origens, à sua evolução ao longo do tempo e na atualidade.
Basta de tergiversar os bombeiros
Não se pretende aqui exprimir opiniões positivas ou negativas sobre a aplicação do avião Loockheed C130 Hercules no combate aos incêndios florestais. Pretende-se apenas, factualmente e de modo muito pragmático, fazer um apelo à memória e, também, constatar a atualidade.