Ânsia de protagonismo
É uma técnica antiga e estafada para entrar em cena com espavento e tornar-se conhecido numa tentação terrível de que senão vai a bem vai a mal. Atirar pedras ao vizinho é essa técnica antiga.
É uma técnica antiga e estafada para entrar em cena com espavento e tornar-se conhecido numa tentação terrível de que senão vai a bem vai a mal. Atirar pedras ao vizinho é essa técnica antiga.
É um dito comum, redutor e pleno de contradições. Valemos pelo que fazemos e não pelo que dizemos, é o dito. Foi um dito com que vimos rematado recentemente um texto nas redes sociais, a propósito da entrega de viaturas à FEPC.
Os dirigentes das associações de bombeiros, pode-se dizer, são verdadeiros campeões na gestão das suas instituições. Quase por regra marcada pelas receitas incertas e na maioria abaixo dos custos de funcionamento que, entretanto, vão galopando. Por isso, os dirigentes são particularmente atentos e sensíveis ao conhecimento de verbas malgastas ou indevidamente aplicadas.
Não é um juízo de valor, nem muito menos uma crítica, mas apenas uma constatação, porventura irónica mas verdadeira. Perde-se no tempo a demora que já leva o “novo” Regulamento de Fardamentos dos Bombeiros. É um longo historial de grupos de trabalho, suficientemente alargados a todos para que o resultado fosse consensual. Desde então, a ANEPC/DNB tarda em pô-lo cá fora. Comentário oficioso colhido dá conta de que nem faz falta porque já anda quase tudo de boina. Verdade, ou não, que isso tenha sido pensado e, talvez, dito, certo é que assistimos a um cenário em que, na verdade cada um põe o que quer.
O termo tergiversar pode confundir os leitores mas não é mais do que chamar a atenção para o sucessivo voltar de costas, sucessivos rodeios, sucessivas evasivas quando se trata de falar a sério dos bombeiros, das suas preocupações e sinergias, desde as suas origens, à sua evolução ao longo do tempo e na atualidade.
Basta de tergiversar os bombeiros
Não se pretende aqui exprimir opiniões positivas ou negativas sobre a aplicação do avião Loockheed C130 Hercules no combate aos incêndios florestais. Pretende-se apenas, factualmente e de modo muito pragmático, fazer um apelo à memória e, também, constatar a atualidade.
À partida, mesmo quem não esteja familiarizado com o assunto, ao menos por pura demonstração bom senso, compreenderá ser legítimo e lógico querer “aos bombeiros o que é dos bombeiros”.
Aos bombeiros o que é dos bombeiros
O exercício da sua missão leva os bombeiros a serem pragmáticos, diretos e incisivos. A prática do socorro e o combate a incêndios obriga-os naturalmente a isso.
A participação dos bombeiros no Sistema Integrado de Emergência Médica (SIEM) gerido pelo INEM corresponde a cerca de 90 por cento de todas as intervenções de socorro pré-hospitalar em Portugal.
Na Liga dos Bombeiros Portugueses todos somos eleitos, todos fomos sujeitos ao sufrágio, todos temos passado e presente nos Bombeiros. Essa é a legitimidade e a responsabilidade que nos assiste.