Ânsia de protagonismo

É uma técnica antiga e estafada para entrar em cena com espavento e tornar-se conhecido numa tentação terrível de que senão vai a bem vai a mal. Atirar pedras ao vizinho é essa técnica antiga.

Há entidades que, pela sua juventude, não percebem que atirar pedras ao vizinho não é de facto o melhor caminho, especialmente, sem acautelarem os seus próprios telhados.

É de a vida repetirem-se estas situações quando alguém quer entrar em cena, ser conhecido e tentar demonstrar que há uns bestiais, eles claro, e outros abaixo de cão. E a comunicação social, na tentação do espetáculo, infelizmente vai na conversa. E quem quer ser conhecido ensaia certas jogadas em que só os distraídos ou de má-fé alinham.

A história de algumas instituições explica em boa medida onde foram aterrar os interesses corporativos que às vezes disfarçados ou encapotados cegam sempre o apuro da verdade e até a raiz do problema.

Cada instituição deve cuidar de si e não é por denegrir os outros que ganha seja o que for. Os Bombeiros não pretendem dar lições a ninguém, mas também não recebem de alguns. O passado dos Bombeiros, que outros não têm, fala por si.

A ânsia de protagonismo tem dessas coisas que conhecemos há muito e que não abona em nome de quem o faz. Generalizar é uma tentação e uma armadilha de onde se sai sempre mal.

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