As mudanças ditadas por decisões governamentais independentemente da posição ou da opinião que cada um possa ter sobre o seu conteúdo, ou eventuais visados, ditam sempre sorte ou azar para uns ou para outros.
O andamento dessas mudanças dita também, invariavelmente, momentos incomuns que mais parecem reproduzir quadros de ópera bufa ou pantomima face ao que é dito, ao que não é dito, ao que parece ser dito ou ainda ao que é dito sem querer parecer. É uma arte, também, arte para a qual é preciso escolher o momento e o local. E quando a escolha recai desastrosamente no momento e no local errados tudo se precipita.
Esses quadros teatrais protagonizam eventuais tentativas de justificações ou realinhamentos, de justificações sobre o passado e possível realinhamento para o futuro. Esses momentos, pelo seu teor, assumem muitas vezes contornos trágico/cómicos de agressividade, apatia, tentativas vãs de explicação e de sobrevivência.
A vida é, porventura, assim. Conclui-se pela forma recorrente como algumas situações se repetem em face das mudanças e das alternâncias.
