Os números cegos que podem matar
Enunciar números, seja qual for a razão, tem sempre um significado especial, seja para anunciar bons resultados, seja para acentuar dificuldades e constrangimentos.
Os números cegos que podem matar
Enunciar números, seja qual for a razão, tem sempre um significado especial, seja para anunciar bons resultados, seja para acentuar dificuldades e constrangimentos.
Os números cegos que podem matar
Vivemos um momento importante. A despressurização do setor, digamos assim, é fundamental. Por isso, é Importante passar das boas palavras às boas ações. A ver vamos.
Para já, a dotação para as associações de bombeiros de 37.084.944,00 euros em 2026, mais 2,2 milhões que em 2025, o maior aumento (6,6%) dos últimos anos, mas longe da proposta bem fundamentada da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) de 49,38 milhões.
A impaciência aumenta e a indignação também. E com isso o nervosismo que se apossa de dirigentes, comandantes e bombeiros por razões comuns.
Dá que pensar o facto de ouvir às vezes os bombeiros dizer que preferem viaturas antigas às novas para o combate aos incêndios florestais. Dá que pensar tão insólita posição quando, à partida, o novo devia ser privilegiado sobre o antigo.
O querer fazer mais e melhor, e o precisar de mais meios e não os ter, é o dilema diário das associações de bombeiros para o qual aguardam agora resposta do Governo.
O acentuado e acelerado desfasamento entre o apoio estatal às associações de bombeiros e a realidade é por demais evidente. O tempo passado, mais de uma década, as meras correções cosméticas feitas ao modelo de apoio e muitas circunstâncias desfavoráveis, nomeadamente, o aumento dos custos com pessoal conduziram ao beco onde hoje nos encontramos.
O Governo anunciou recentemente que prevê apresentar até final do ano a revisão do modelo da Proteção Civil. É de saudar essa intenção que, aliás, corresponde a promessa inserida no programa eleitoral sufragado pelos portugueses.
Em 2006 foi criada a Força Especial de Bombeiros (FEB) então designada, com simpatia e respeito, por Canarinhos. E a excelência dos elementos que a formaram também nunca esteve em causa.
A excelência nunca esteve em causa
O debate anunciado para a Comissão Permanente da Assembleia da República, com a presença inédita de um primeiro-ministro, decorreu após a elaboração destas notas, mas, em qualquer caso, é já um primeiro momento positivo num debate alargado a que todos são chamados sobre o tema dos incêndios florestais.
Debate não esgota, mas enriquece