Bypass nem sempre é a solução
Se adotarmos a mesma nomenclatura, em sentido figurado, às relações sociais e até institucionais verificamos que, por maioria de razão, esse método, milagroso para uns, pode acabar por ser desastroso para todos.
Se adotarmos a mesma nomenclatura, em sentido figurado, às relações sociais e até institucionais verificamos que, por maioria de razão, esse método, milagroso para uns, pode acabar por ser desastroso para todos.
Passou, a 8 de janeiro, um ano sobre a posse dos atuais órgãos sociais da Liga dos Bombeiros Portugueses, para o quadriénio 2021/2025.
Um ano de muito trabalho e de múltiplos desafios
A Esperança é a última a morrer e as bombeiras e bombeiros são os primeiros a pensar assim, pese embora as vicissitudes, experiências e percalços vividos todos os dias. Se assim não fosse, muitas portas já teriam fechado e o socorro às populações há muito estaria comprometido.
É comum dizer-se que os bombeiros, os comandos e, em particular, os seus dirigentes são especialistas na gestão do zero, ou seja, da gestão do pouco ou nada para que se possa fazer o melhor.
Com o preenchimento recente, por eleição entre pares, dos comandantes de zonas de intervenção operacionais e de sector, os Bombeiros de Portugal estão a dar mais um passo para a construção, dir-se-á reconstrução, do Comando Nacional de Bombeiros.
Os Bombeiros não deixam de falar quando entendem, sendo certo que é importante que os outros os saibam e queiram ouvir. A Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) desempenha esse papel, alertando, reivindicando, sensibilizando ou exigindo. Faz o que lhe compete!
Não sendo o momento presente de bons ventos para os Bombeiros e para as Associações Humanitárias, não nos resignamos, antes pelo contrário.
Incertezas, irrealismo e falta de apoios
Saberemos sempre exigir os nossos direitos, em diálogo, em parceria, mas sem vacilar.
Na abertura da conferência, em jeito de mote, o presidente da LBP defendeu que “seria urgente que as autoridades demonstrassem um mínimo de lucidez, criando as condições para que os bombeiros possam recuperar o seu papel fundamental, tanto no plano operacional, como também no plano estratégico, melhorando substancialmente as suas capacidades e motivação”.
Identificados constrangimentos em debate franco e aberto
A não referência aos Bombeiros, em momento algum, no anúncio oficial recente do “112 transfronteiriço” pode ter várias leituras.