O problema das roupas hospitalares

A questão terá a sua importância própria, mas no atual quadro de preocupações do universo hospitalar pode até parecer menor. Por outro lado, afigura-se ser fundamental a intervenção dos bombeiros na sua resolução quando, em abono da verdade, eles são uma entidade envolvida, mas externa?

O Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central (CHULC) endereçou um mail a um número indeterminado, mas muito numeroso, de associações e corpos de bombeiros, no sentido de apelar para que estes devolvam as roupas utilizadas nas transferências de doentes, caso estejam na sua posse.

Essa preocupação circunscreve-se ao universo de cinco hospitais de Lisboa que fazem parte do Centro, S. José, Capuchos, Curry Cabral, Santa Marta e Estefânia.

Esta questão, apesar de específica e circunscrita, no entanto, faz-nos pensar, não no problema das roupas, que pelos vistos até será motivo de preocupação, mas na própria transferência dos doentes.

O problema das roupas, só por si, faz-nos perceber que a questão da coordenação inter-hospitalar, pelos vistos, não será a melhor.

No caso dos doentes e, sublinhe-se, falando do tema em geral e não no caso particular, a experiência dos bombeiros é que muitas vezes os hospitais, ou não falam entre si ou, pelo menos, não falam o suficiente. E daí resultam, desde logo, prejuízos e incómodos para os próprios doentes e também para os bombeiros, os primeiros interessados em fazer um bom trabalho.

O encerramento temporário de urgências e o reencaminhamento para outras e a transferência muitas vezes inusitada de doentes faz com que os bombeiros acabem por andar numa roda viva que os consome.

 

Leave a Comment

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Scroll to Top
Scroll to Top