Onde isto vai parar

Muita gente a mandar, outros a querer fazê-lo, outros distraídos ou cúmplices e, no final, os bombeiros, sempre os bombeiros no seu posto e na sua missão.

Estruturas a crescer, comandos, subcomandos estatais fazem lembrar que os “generais” vão continuar a crescer e os “soldados”, resilientes, vão querer continuar a fazer o seu trabalho e a cumprir a sua missão. Mas com tantas vozes fora do universo dos bombeiros, tentando sabotar o comando nacional que irá pôr termo a abusos e desvios, o barco pode correr o risco de continuar à deriva.

A coesão entre as associações, corpos de bombeiros, dirigentes, comandos e bombeiros é agora mais necessária do que nunca.

A representatividade dos Bombeiros, tem estruturas com história, a Liga dos Bombeiros Portugueses e Federações, cujo papel ao longo dos anos tem sido determinante para manter a equidade e a legitimidade de tratamento de todos.

A representatividade estatutária não se compadece com humores, não se mede pelo grito, mas pelo sufrágio, pelo escrutínio livre e aberto. O direito de opinião é livre, na medida em que possa contribuir e alargar a participação de todos. E há regras que assumimos em conjunto, pelas quais nos regemos em prol dos valores e interesses coletivos.

É na base de tudo isso que, quer a LBP, quer as Federações, têm conduzido a representatividade, como um instrumento fundamental para unir esforços em torno das causas que dizem respeito a todos. Representatividade que, nas causas comuns, deve ser fortalecida, em especial, no momento difícil que se atravessa.

Falar de fundos comunitários futuros aos bombeiros é um fogo fátuo de uma realidade que diretamente lhes vai continuar distante, falar de incêndios em 2023 quando ainda há despesas relativas a 2022 por pagar, falar das EIP sem precisar aquilo para que servem na opinião de alguns, tudo isso, exige reforço da representatividade, da coesão e da denúncia de caminhos paralelos que entidades externas querem impor aos bombeiros.

Onde é que isto vai parar é a questão que se põe caso não entendamos reforçar a nossa representatividade.

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