Um problema para resolver

Trata-se de um problema ancestral por resolver, mas que a Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) entende ter razões de sobra para lutar pela sua resolução.

Trata-se de uma, digamos, assimetria tolerada entre os Bombeiros e o Estado que perdura desde a fundação secular das nossas associações. A história de cada uma testemunha precisamente isso e, mesmo que queiramos reconhecer e elogiar a heroicidade dos bombeiros e dos dirigentes nesse papel difícil, os tempos que correm, as circunstâncias não permitem definitivamente aceitar a situação.

Vejamos uma balança: num prato as associações e sua capacidade própria e no outro o Estado. A balança teimosamente tem sempre pendido para o lado das associações, ou seja, tem-lhes cabido garantir a disponibilidade, mas também a sustentabilidade.

No outro prato, o Estado, que cuida de tentar com pouco aproveitar muito. Esta assimetria foi sendo tolerada pela bonomia tradicional dos bombeiros e das suas associações e a outra parte, o Estado, tem sabido como ninguém tirar partido disso.

Há muitos exemplos disso, até de caráter operacional. Vejamos o que se passou, por exemplo, com o salvamento de grande ângulo, o desencarceramento, o mergulho, o apoio às praias, os próprios fogos florestais. Foram áreas onde os bombeiros foram pioneiros. Áreas onde os apoios à aquisição, quando surgiram, só surgiram muito depois dos bombeiros se inovarem com essas novas componentes operacionais, muitas vezes até criticados pela tutela.

Tudo isto tem um histórico que só vimos aqui recordar para lembrar que há um nó que temos que desmanchar e partir para outra. Temos um problema para resolver.

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