Passaram-se os anos e o financiamento oficial das associações tem-se mantido triste e sistematicamente aquém das necessidades das mesmas para cumprir a sua missão.
Ao longo do tempo as evidentes distorções de que o modelo foi enfermando não foram devidamente corrigidas. A própria fórmula deixou cada vez mais de ter sentido e tudo tem acontecido com indiferença a tudo isso, pese embora as muitas declarações de intenções oficiais de corrigir a situação e a teimosa e repetida reivindicação da Liga dos Bombeiros Portugueses de pura e simplesmente, estabelecer um contrato programa.
O atual modelo tem vindo a ser atualizado sempre em baixa e muito aquém dos mínimos necessários. Como é possível ver associações com características idênticas em que uma recebe três vezes mais que outra? Só isso define bem a distorção existente e a projeção de outras questões sem sentido para as quais, apesar dos sucessivos e repetidos alertas, não houve determinação nem coragem política para as solucionar.
E, perante tudo isso, verifica-se cada vez mais que o modelo está esgotado e que por mais remendos e tentativas de ressuscitação que se ensaiem, já nada se justifica para o perpetuar.
Estamos perante um fato remendão que só envergonha e descredibiliza quem o tenta “salvar” e coser-lhe remendos sobrepostos.
A Liga dos Bombeiros Portugueses tem-no dito e vai continuar a dizer para que se deixem de tentar ressuscitar mortos e, definitivamente, avancem para o modelo de contrato programa.
Não se enredem mais naquilo que não é solução e que acentua o subfinanciamento dos Bombeiros de Portugal.
