A imagem deste emaranhado, deste novelo, desta farta dose de esparguete é bem conhecida. Motivou sorrisos, alguma dose de escárnio e até riso, porventura amargo. Capeou um dos relatórios de uma das comissões independentes sobre incêndios florestais que supostamente poderia ou deveria ter contribuído para desfazer esse mesmo novelo. No entanto, a imagem perdura, o novelo também e, formalmente, não está desfeito. Certo é que, em teoria será assim, mas na realidade, no terreno, nada disto se passa.
Fica-nos a convicção de que, de tanta teoria ali representada, depois de bem espremida pouco sumo dá que se aproveite. Fica-nos a certeza de que importa “desconstruir” muita teoria e conversa para chegar ao que conta.
O novelo, se montado em termos tridimensionais, até poderá servir de um simpático objeto decorativo. Tanta cor entrecruzada até terá a sua valia estética, mas nada mais.
O esparguete, se bem aproveitado, até pode ter valor calórico, mas de pouco ou nada servirá senão para expor ao ridículo uma qualquer análise de um sistema pensado e retratado por alguns, mas enjeitado por todos os restantes que andem com os pés assentes na terra.

