Em cada época especial, Natal, Fim do Ano, Páscoa e Verão, surge o anúncio da Proteção Civil de que vai acontecer um reforço de meios (?!) e de que os bombeiros estão especialmente convocados para isso. Como se aos bombeiros existentes, nessas circunstâncias, se juntassem ou destacassem mais, o que é puro jogo de palavras, ou melhor, de números.
O “Rapa” é um jogo tradicional português, a feijões que passam de um jogador para outro em função do “rapa, tira e põe”. O número de feijões é o mesmo e apenas passam de um lado para o outro em função do evoluir do jogo. Mal comparado, com os bombeiros passa-se o mesmo.
Umas vezes, os bombeiros, estão no socorro nas autoestradas, outras vezes, nas praias, na floresta, nas cidades, nos complexos industriais, nos acidentes, particularmente rodoviários, mas também nos marítimos, aéreos e ferroviários se para tal forem chamados.
Dizer que os bombeiros lá estão de prevenção é uma redundância ou uma repetição, escolha-se, porque de facto lá estão. Essa é uma das poucas certezas que os portugueses podem ter: é que os seus bombeiros estão alerta e em prontidão seja como ou quando for.
E, já agora, quando anunciarem o reforço de meios nas épocas festivas lembrem-se também das contas que estão por fazer com as associações
