Os Meus, os Teus e os Nossos

Os Bombeiros, digamos assim, estavam cá antes de tudo e são filhos do primeiro “casamento”. Depois, seguiram-se outros “casamentos” e ao longo do tempo os Bombeiros foram lidando com vários “padrastos”.

O primeiro casamento chamou-se SNB, e tudo corria bem. Eis senão quando o segundo casamento chamou-se SNBPC. Aí as coisas já não correram sempre de feição. Depois veio o terceiro casamento chamado ANPC com o apagar da designação Bombeiros. Outros tempos, outras vontades, os Bombeiros à vista a ter que lidar com mais pequenos. Por fim veio o quarto casamento chamado ANEPC. Aqui, não podendo apagar a evidência numérica e qualitativa dos Bombeiros juntaram-nos a outros e todos tratados como iguais, o que não são.

Do primeiro ao último casamento os Bombeiros sempre estiveram e estão presentes e ativos. E, também, sujeitos a um equívoco alimentado pelo Estado de tentar fazer dos Bombeiros o que não são, sua propriedade.

Este equívoco tem florescido muitas vezes e em circunstâncias especiais, nomeadamente quando o Estado está em aperto por consequentemente não cumprir as suas obrigações e querer fazer dos Bombeiros a sua ponta de lança.

Essa tentativa de apropriação, volta e meia, até se apresenta como um ensaio de sentimentalismo e afeição pelos “nossos bombeiros”.

Volta e meia também, ressurgem nos Bombeiros ventos de saudosismo relativamente ao passado, não só pela forma como eram tratados, mas também pelo papel que eram chamados a desempenhar consentâneo com a realidade.

Preocupa alguns, ao que dizem, que pode estar a chegar o momento em que não tenham ninguém que lhes bata a pala. Não sabemos se esse é o problema, e de tudo o que isso significa e subjaz ao que se vai passando por aí.

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