Todos intuímos que em democracia, é disso que estamos a falar, não há poderes ilimitados, sejam no tempo ou no modo. E as mudanças que se vão verificando no tecido social são demonstração cabal disso, pese embora que possa haver, porventura, quem pense que as circunstâncias da vida podem perpetuar lugares e funções.
Mas, entre a vontade de uns e a realidade de outros poderá dizer-se que, como é comum dizer, a doutrina diverge….
As circunstâncias da vida levam a que, na alternância, se franqueiem portas para uns saírem e outros entrarem, se arrume a casa, não porque ela estivesse desarrumada em sentido literal, mas porque quem entra decide por outra arrumação com a legitimidade que lhe assiste. Afinal somos democratas e, como tal, entendemos que não há poderes ilimitados.
