Pode ser um lugar-comum, mas nem por isso o subfinanciamento das associações deixa de ser trágico e dramático para os bombeiros e para quem eles defendem, os portugueses.
A cada passo, a Liga dos Bombeiros Portugueses repete o alerta de que os valores em falta representam muito. Até ao dia, que não desejamos, em que algo falhe e fique patente a falta de meios. Além da caça às bruxas que isso provocaria, porventura, mas sem grande convicção, algo estaria para mudar.
Há quem aposte num cenário catastrofista destes para demonstrar a sua razão, mas nós desejamos que não aconteça.
Somos repetitivos, sim senhor, mas apenas porque estamos convencidos da razão que nos assiste há muito. E, repetimos, nunca desejamos a desgraça que venha demonstrar e reforçar os nossos argumentos.
Neste momento dependemos da discussão em sede de OE 2027, nomeadamente, do papel para que a Liga desafiou os partidos no sentido de chamar à atenção do hemiciclo para a situação criada por um Estado que determina quanto paga aos bombeiros pelos serviços que prestam e cumulativamente não cuida de saber se é suficiente. Mais uma vez estamos perante uma despesa que sobe sem parar e uma receita estagnada ou até em regressão.
Mais do mesmo não.
