A Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP), que ao longo de quase um século tem representado os Bombeiros de Portugal, não se revê no epíteto de “cambada de inúteis e imbecis” com que um senhor identificado a tenta atingir, com a senha ofensiva e gratuita com que habitualmente a tenta visar nas redes sociais.
As redes sociais devem ser um espaço de liberdade onde cada um deve poder opinar e apresentar os seus pontos de vista. Para o fazer, contudo, independentemente das razões que assistam e também um tradicional modo de apresentação mais vivaz, deve primar a educação, o respeito e princípios de ética democrática. Quando assim não acontece, torna-se impossível o debate sério e franco e, por aí, o apuro da verdade dos factos. A opinião é livre, e é bom que o seja sempre, mas a ofensa e a mentira não devem nem podem ser. Meros discursos de escárnio e maldizer não adiantam muito, salvo problemas pessoais dos próprios, quando o que se pretende é o apuro da verdade e a eventual correção de erros ou incorreções.
A citação frequente nas redes sociais de meias verdades ou inverdades, por muito que repetidas, nunca se vão transformar em verdades, mas, ao contrário, em mentiras. A questão está, muitas vezes, na falta de rigor com que se abordam as questões fazendo fé no “diz que disse” e não na pesquisa sistemática e rigorosa das situações. E a situação torna-se naturalmente mais grave quando isso põe em causa as instituições e a honorabilidade de quem as gere.
A LBP e, através dela, o Fundo de Proteção Social do Bombeiro (FPSB) tem sido visado nas redes sociais por razões habitualmente mal explicadas em que, inclusive, a raiva com que é feita a exposição não permite, nem que os leitores percebam, nem que por aí se apure a verdade dos factos, mas meras versões nem sempre coincidentes com a realidade, para não dizer mais nada.
Nos últimos dias verificou-se um desses casos, em que se aponta o dedo à LBP/FPSB, quando na realidade a questão não é essa, mas, na verdade, a montante e no seio da própria associação onde teve origem. A esse propósito, e também nas redes sociais, um outro senhor aponta que “casos idênticos a esse são muitos e ninguém faz nada”.
É tão livre de o dizer como também, pode vir a ser obrigado a prová-lo.
Fruto da forma de estar dos atuais dirigentes da LBP, esta abriu-se às redes sociais, publica semanalmente uma newsletter e mantém um site, onde se procura divulgar à exaustão toda a temática alusiva aos bombeiros, às suas associações e aos corpos de bombeiros. Ao fazê-lo, à partida, a LBP sabia ficar mais exposta a todo o tipo de crítica, mas também a sugestões e propostas. Todas elas, umas e outras, têm sido tidas em consideração e, sublinhe-se, têm ajudado até a corrigir eventuais procedimentos e posições.
Esse processo, porém, tem sido conduzido de forma parcimoniosa, sem alarde nem espavento, e com o respeito que à partida, todos nos merecem e a modéstia a que nos obrigamos. E os resultados, à vista, são precisamente o único testemunho e registo disso. Na certeza de que respondemos pelo que dizemos, pelo que escrevemos e fazemos. Haja respeito pelos Bombeiros!
