Já é meio caminho

Voltámos a ser bombeiros, mas ainda só para alguns, é o que se nos oferece dizer nos dias que correm. Não será tudo, como é óbvio, mas à primeira vista parece ser meio caminho andado.

Chamem-nos pelo nome foi a solicitação, diremos até exigência, feita ao longo dos anos, mas que tem tardada em ser atendida e acatada. Uns teimosamente insistem em não ser rigorosos na informação, mas acreditamos que, com o tempo e a nossa persuasão, irão acatar a nossa mensagem.

Chamarem-nos pelo nome, Bombeiros, é, acima de tudo, uma atitude, uma prova de respeito, através da qual se reconhece a nossa identidade e especificidade, perfil, cultura, valores e princípios, que nos são muito próprios, e que condizem com a expressão única e verdadeira de Bombeiros.

Quem está de fora poderá entender ser excesso de zelo da nossa parte a exigência de ver correspondida e acatada a denominação de Bombeiros, apenas. Mas não é.

Nos últimos anos, embora fossemos e continuássemos a ser bombeiros, na verdade passaram a querer chamar-nos operacionais. De fato, somos e seremos sempre operacionais, mas também somos competentes e dedicados, sem dúvida. Mas a questão não é propriamente essa. Trata-se, neste caso, de chamar as pessoas pelos nomes, como são, pelo que fazem, pelo que são e não pelo que são iguais a outros.

Todos somos humanos, iguais aos restantes, com a nossa cor da pele, género, afinidades, raízes e tantas outras coisas que nos caracterizam. Por isso, cada um de nós, pelas circunstâncias da sua vida assume designações ou títulos, nomeadamente técnicos e/ou académicos, em função da sua atividade, da sua preparação e da sua função social.

Por tudo isso, chamem-nos pelos nomes. A comunicação social começa a fazê-lo e é bom que continue. Não faz mais que a sua obrigação, aliás, na lógica de informar com rigor e justiça.

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