Dois desafios no imediato

O Verão de 2023 vai ficar na história por dois factos importantes. São, a Jornada Mundial da Juventude e a previsão de dois meses com elevadas temperaturas e condições meteorológicas adversas para o combate aos incêndios florestais. Para ambas as situações, a sociedade espera a resposta pronta e eficiente de sempre dos Bombeiros Portugueses.

Garantido que eles vão contribuir sem qualquer hesitação para a melhor solução possível, para que a segurança de todos seja a melhor possível. Mas não seria interessante que o planeamento fosse diferente? Na nossa opinião devia ser diferente e ainda nos resta algum tempo para corrigir as potenciais incongruências do mesmo ou até da falta dele.

Mas vamos por partes. Temos todos de nos mobilizar para a construção de soluções adequadas às necessidades reais e potenciais. Temos de saber como mobilizar e compensar os nossos Bombeiros pelo esforço adicional. Temos de juntar todas as entidades e agentes de proteção civil à volta da mesa, mobilizando todos para que tudo possa decorrer com qualidade e no respeito por padrões europeus. Temos de congregar vontades e não dividir opiniões. Temos de encontrar mecanismos de cooperação. Não basta dizer que tudo está bem, que estamos a fazer o melhor e no final nomear mais uma comissão de avaliação dos erros ou, como se diz, das lições aprendidas. Estamos a falar de segurança de pessoas e bens e, por isso, não queremos corrigir, queremos evitar. A Liga dos Bombeiros Portugueses está e estará sempre disponível para a solução, mas não deixará, sempre que necessário, de indicar as incongruências, os erros ou as omissões. Os Bombeiros, sendo o ultimo reduto para as soluções não vão ser os responsáveis, disso podem estar certos.

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