Quando alguém, pelo Estado, diz que não sabe se está a pagar a dobrar, supostamente, pelas mesmas coisas aos bombeiros, das duas uma, ou de forma temerária está a denunciar algo de grave, ou está a meter-se em atalhos sem eira nem beira e, inclusive, a pôr em causa a própria idoneidade e respeitabilidade de quem gere esses recursos.
Uma auditoria das Finanças, que as associações de bombeiros em abono da verdade desconhecem, terá alertado para a falta de regras únicas e mecanismos de controlo eficazes das subvenções pagas pela ANEPC aos corpos de bombeiros e aponta o risco de duplo financiamento.
Em matérias tão graves, entidades credíveis, contudo, não podem vir a público expressar dúvidas ou temores, sob o risco de poderem ser interpretadas como “incendiárias” sem demonstração nem firmeza.
As associações orientam-se segundo as regras, as leis e os princípios estabelecidos dando provas claras disso nas suas contas e relatórios. A transparência do processo de gestão dos fundos públicos recebidos por elas fica expressa nesses documentos, divulgados à tutela depois de sufragados pelos associados.
O trilho dessa gestão, bem identificado e bem assumido, marca a qualquer momento o caminho traçado pelas verbas públicas postas ao dispor das associações. Dúvidas sobre isso exige, no mínimo, cautelas e caldos de galinha.
