Bombeiros querem fazer parte da solução

A Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) está empenhada em ajudar a resolver o problema dos atrasos na resposta a situações de emergência médica e já manifestou por várias vezes essa disponibilidade ao INEM, que nunca deu resposta. Claramente, a LBP quer fazer parte da solução e tudo tem feito nesse sentido. Pena é que as situações se sucedam e se tarde na solução.

Segundo a LBP tudo passa pela organização e pela coordenação e, obviamente também pelos meios. Mas neste caso eles existem nos Bombeiros e estão disponíveis caso o INEM queira acordar sobre isso. Se este continuar mudo e quedo é que nada se resolve.

A Liga igualmente já pediu uma auditoria ao socorro pré-hospitalar, devido a situações em que por exemplo bombeiros de vários concelhos, seja Cascais, Sintra ou Oeiras são obrigados a responder a chamadas no distrito de Setúbal, com tempos que ultrapassam uma hora. A LBP considera, e já o manifestou várias vezes ao INEM e à tutela, que o número de ambulâncias de que a emergência pré-hospitalar dispõe neste momento é insuficiente tendo em conta o número de ocorrências.

Uma das propostas da LBP já feita ao INEM foi a absoluta disponibilidade dos corpos de bombeiros para terem, todos e cada um deles, uma ambulância de socorro, para além do reforço de ambulâncias em alguns dos postos de emergência médica já em operação.

Apesar de cerca de 75% das ambulâncias de socorro serem operadas pelos Bombeiros, através de protocolos, é ao INEM que compete, por lei, a definição, organização, coordenação e avaliação das atividades de emergência médica, nomeadamente no que diz respeito ao socorro pré-hospitalar. Ou seja, quando é pedida uma ambulância de socorro, é o Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) do INEM que procura e aciona a ambulância para acorrer ao pedido.

A Liga considera ainda que aumentar o número de ambulâncias operadas diretamente pelo INEM não é a solução, pois isso seria aumentar apenas a estrutura do INEM. A solução mais racional do ponto de vista económico e operacional é protocolar mais postos de emergência médica (PEM) com os corpos de bombeiros, que já asseguram, com qualidade e fiabilidade, a operação da maioria dos postos de emergência médica.

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