Muito já se disse sobre os 10 milhões de dólares doados a Portugal por Timor-Leste para a aquisição de viaturas florestais. Muito se irá, por certo, continuar a dizer, quer sobre as regras e critérios definidos pela ANEPC, unilateralmente, “procurando assegurar uma aplicação uniforme, justa e transparente dos recursos disponíveis”, conforme aponta a Secretaria de Estado da Proteção Civil.
Cada vez que há ou houve recursos extras para efeitos idênticos, recursos principalmente comunitários, o seu andamento e conclusão foram sendo sombreados, por razões que ao longo do tempo foram identificadas e conhecidas, mesmo que no início nada fizesse prever vicissitudes. Estas decorrem de uma realidade geral de carência de meios mal conhecida e avaliada e que respeitaram episodicamente apenas a necessidades regionalizadas conhecidas, porventura inquestionáveis, mas que no computo final não corresponderiam a um levantamento global de necessidades suscetível de uma abordagem programada e planeada.
E assim temos andado até hoje com a anunciada intenção de recuperar o espírito dos planos de reequipamento do passado. Nesta matéria, o chamado “elevador social” de meios para os bombeiros tem persistido em permanecer avariado. Por isso, uns recorrem a isto, outros àquilo e ainda outros a aqueloutro com o objetivo de resolverem apenas o seu problema.
Mas perante o panorama que ainda hoje se apresenta, “assegurar uma aplicação uniforme, justa e transparente dos recursos disponíveis”, convenhamos que continua a ser ainda uma miragem.
