O Partido Comunista Português (PCP) confirmou à LBP a sua concordância com a necessidade de um comando operacional para os bombeiros lamentando que “todos têm comando próprio exceto os bombeiros”.
O PCP sublinhou ainda que a questão do financiamento das associações é fulcral e que, no caso das Equipas de Intervenção Permanente (EIP), devem funcionar 24 horas e todos os dias da semana. Em termos gerais, o PCP aponta que “temos assistido à subalternização dos bombeiros no sistema”.
O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, acompanhado de dois elementos do Comité Central, Octávio Augusto e Francisco Pereira, recebeu a delegação da LBP, composta pelo presidente do conselho executivo, António Nunes, e pelos vices, Eduardo Correia e Rui Rama da Silva, e pelo Comandante Clemente Mitra.
No encontro de cumprimentos realizado na sede do PCP, a equipa da LBP passou em revista os temas centrais do seu programa para o mandato 2022/2025, reconhecendo o empenho que o PCP também tem tido na Assembleia da República para o debate sobre temas alusivos aos bombeiros e para propostas que contribuam para alterar o modelo de financiamento das associações.
As opiniões do PCP foram expressas após uma circunstanciada intervenção do presidente do conselho executivo da LBP sobre o comando operacional dos bombeiros, em que considerou “urgente, incontornável e sem representar mais despesa para o Estado” e sobre o financiamento das associações, pois o “Estado absorveu como receitas próprias as verbas que eram destinadas aos bombeiros”. O presidente da LBP considerou ainda que a Escola Nacional de Bombeiros “é dos bombeiros, para os bombeiros e não pode ser apropriada por mais ninguém” e que faltam planos de reequipamento, afirmando que as “viaturas previstas no PRR é mais do mesmo, com critérios inaceitáveis”.
A reunião entre a LBP e o PCP é a primeira realizada após o envio de idêntica proposta pela confederação, antes das legislativas, a todos os partidos políticos com assento na Assembleia da República.

