A Proteção Civil continua a chamar a si, há muito, verbas que se destinam aos Bombeiros, mas que são empregues de modo diferente. Aliás, a lei determina, mas não é cumprida, que a Direcção Nacional de Bombeiros, integrada na Proteção Civil, deva ter um orçamento próprio para os Bombeiros, o que nunca aconteceu.
Essa questão foi lembrada durante o debate realizado na última semana pela Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) na sua sede, em Lisboa.
O debate promovido pela confederação com representantes dos partidos parlamentares sobre “Orçamento de Estado 2025 e os Bombeiros?” foi também transmitido em direto através do YouTube.
Foi debatida e questionada por alguns dos presentes, inclusive, presidentes de federações e comandantes, a temática que também já era do conhecimento de todos os partidos parlamentares através das várias reuniões que haviam realizado com a LBP na Assembleia da República.
A nova abordagem dessa temática (carreira e remuneração dos bombeiros, subfinanciamento das associações e reforço do Fundo de Proteção Social do Bombeiro, entre outros) tem a ver obviamente com a próxima discussão do Orçamento de Estado. E onde ela, direta ou indiretamente, é visada.
Sem bombeiros voluntários o Estado precisaria de gastar 2,5 mil milhões por ano para os substituir por profissionais.
Esse valor foi apontado pelo presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses durante o debate valorizando ainda mais a importância de alterar e reforçar o papel das associações humanitárias de bombeiros voluntários. O quadro que se reproduz, apresentado no debate, evidencia o “estado da arte”.
Estiveram presentes no debate, pelo PSD, João Antunes dos Santos, pelo PS, deputado André Rijo, pelo Chega, deputado Nuno Gabriel, IL não compareceu, pelo Bloco de Esquerda, Nelson Peralta (antigo deputado), pelo PCP, Francisco Pereira (Comité Central), pelo Livre, Patrícia Robalo (Grupo de Contato do partido), pelo CDS, deputado João Almeida, e pelo PAN, Rodrigo Andrade.

