O presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) defendeu em Macedo de Cavaleiros, distrito de Bragança, que deve ser garantido às associações de bombeiros um apoio que cubra os custos operacionais. Sem esse apoio, o subfinanciamento irá continuar a registar-se.
Caso o apoio aos Bombeiros, no Orçamento de Estado para 2024, seja de 32,6 milhões de euros, com um aumento de 3%, e caso o aumento dos custos operacionais for de 9,9%, significa que o financiamento, afinal, deveria ser de 40,7 milhões de euros. A ser assim, estarão em falta, pelo menos, 8 milhões de euros.
Entretanto, segundo António Nunes, o desvio negativo do financiamento versus o aumento dos custos operacionais entre 2016 e 2024, poderá atingir os 35 milhões de euros.
António Nunes, que falava aos dirigentes e comandos das associações e corpos de bombeiros do distrito de Bragança, a convite da respetiva federação, defendeu também “uma profunda revisão da Diretiva Financeira aplicável a todos os serviços de emergência realizados pelos corpos de bombeiros, garantindo o ressarcimento total das despesas realizadas”.
O presidente da Liga cumpriu em Macedo de Cavaleiros mais uma etapa da ronda que decidiu realizar por todas as federações de bombeiros do país, tendo já estado, em Portalegre, Vila Real, Viana do Castelo, Aveiro, Beja, Braga, Castelo Branco, Lisboa, Guarda, Santarém e agora Bragança.

