A Liga dos Bombeiros Portugueses deu a devida nota ao discurso do primeiro-ministro na apresentação do DECIR, em Ponte da Barca, a cuja gravação teve acesso.
A sensação com que a LBP ficou depois de ouvir a gravação é que Luís Montenegro passou um raspanete a alguém, mas não se sabe a quem. Por outro lado, verificou-se que a feira das vaidades que identifica sempre esta cerimónia anual não testemunhou com justiça e rigor o papel e a escala de cada um dos parceiros da proteção civil. Daí que a LBP, mais uma vez, lamenta a desvalorização que continua a ser feita do parceiro Bombeiros.
À margem da cerimónia de Ponte da Barca a LBP não deixa de valorizar a intervenção primeiro-ministro quando diz que “investimento tem que ter retorno”, “a palavra de ordem é não hesitar”, “mais meios exigem mais resultados” ou “em situação de risco o Estado responde como um só: administração central, autarquias e forças no terreno”. Tudo verdade desde que analisada no contexto correto e fatual.
Isso quer dizer que apostar e investir num modelo estafado corre sérios riscos. Prolongar a desorganização territorial soma ainda mais riscos. Não funcionar numa lógica de estado maior também. Sem reforço da primeira intervenção devidamente assumida e sem o reforço, também, do pré-posicionamento, estamos perante mais riscos.

