Os especialistas do zero

É comum dizer-se que os bombeiros, os comandos e, em particular, os seus dirigentes são especialistas na gestão do zero, ou seja, da gestão do pouco ou nada para que se possa fazer o melhor.

Empresas em dificuldades limite ou até falência teriam nestes dirigentes uma notável bolsa de recrutamento, tal é a experiência do dia a dia, o conhecimento do histórico das mais variadas situações, todas difíceis. Esse eventual recrutamento teria, porém, um senão. É que o esforço e o sacrifício que fazem numa associação humanitária, que nunca pode fechar portas e que tem que estar sempre disponível para acorrer a quem dela precise, dificilmente seria repetida ou suscetível de reproduzir numa entidade com fins lucrativos.

A grande diferença, está na matriz, nos princípios e nas condições em que cada dirigente abraça esta causa, ciente de que tem que fazer uma gestão correta, sem dúvida, mas que fica sempre condicionada pelo desempenho da missão.

A esse esforço, seria injusto, não associar os próprios bombeiros e respetivos comandos, sempre atentos e disponíveis para desenvolver as mais diversas atividades que permitam arrecadar receita. É uma conjugação de homens e mulheres que, em diferentes funções e até graus de responsabilidade, têm em comum procurar fazer dos problemas desafios, das dificuldades metas. Em linguagem moderna identificam-se como resilientes. Em linguagem de sempre identificam-se como bombeiros, comandos e dirigentes.

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