Quando em vez, o protocolo em vigor para as cerimónias associativas de bombeiros é tido por vários comandos e órgãos sociais como um enigma, para outros um desafio e uma nebulosa ou ainda apenas um fetiche, tal a forma como o seguem ou não seguem.
O protocolo é constituído por um conjunto de regras, normas e princípios estabelecidos para gerir cerimónia de modo a respeitar as entidades representadas presentes, a sua hierarquia e relação interinstitucional. Não respeitar o protocolo é sinal, antes de mais, de fragilidade de identidade própria de quem organiza e falta de respeito mútuo.
O protocolo pode ter várias facetas próprias em função do tipo de cerimónia, seja de cariz nacional, militar também, municipal ou associativa. Está perfeitamente definido em função de cada situação e a ninguém assiste defender a ignorância sobre isso.
O atual protocolo elaborado pela Liga dos Bombeiros Portugueses para as associações humanitárias foi estudado, participado, compatibilizado com as leis vigentes, consensualizado e, por último, aprovado em Congresso. Todo esse percurso dá-lhe legitimidade acrescida para que seja cumprido sem risco de falha relativamente às regras e normas nacionais.
A inexistência deste protocolo deu azo a que, por razões diversas, antes se tenham atropelado regras e princípios, mas que agora estão plasmados e justificados devidamente no novo.
Mas, pese embora o esforço que foi feito com o novo documento, para normalizar, evidenciar e valorizar os bombeiros em termos protocolares, por que é disso que se trata, sabe-se que, mesmo que pontualmente, ainda há situações de desrespeito pelo mesmo.
Cumprir o protocolo é, na sua essência, uma prova de respeito relativamente a quem integra as associações, as suas estruturas distritais e nacionais e quem as visita. Todos têm lugar devidamente, todos merecem atenção e consideração na própria medida.
Exercícios particulares de amiguismo para com este ou aquele, servilismo até, e atropelos não podem ter cabimento no protocolo. Há morgadios locais, porventura sedentos de protagonismo e de mercadejar benesses e cumplicidades que, definitivamente, não se compadecem com o protocolo nem com o espírito aberto e democrático que deve existir nos Bombeiros. Mas esse é um problema mais vasto.

