O estado da Proteção Civil é o corolário de muita coisa. Uma revisita à sua história identifica muitos episódios, muitas decisões e muito imbróglios que conduziram às mudanças realizadas em diferentes épocas e circunstância. Tudo isso está verificado e registado.
E não foi por falta de aviso, nomeadamente da Liga dos Bombeiros Portugueses, que muita mudança se passou em condições consideradas inadequadas, lesivas de princípios, até consuetudinários e legítimos, lesivos da evolução da própria realidade social e até de infiltrações políticas a arrepio dos interesses coletivos e particulares dos mais diversos parceiros da própria Proteção Civil.
Tudo isso tem fundamento e está devidamente identificado. Aliás muitos dos seus atores são vivos e, por isso, suscetíveis de ser confrontados com o que fizeram e decidiram. Entre virtudes e disparates, todo esse balanço pode ser cirurgicamente feito para se perceber o que, em cada caso, veio a seguir. A pulverização regional das estruturas da Proteção Civil é um desses casos, que se tarda em corrigir. Aqui, também, não foi por falta de aviso.
