“Os custos com salários nos bombeiros quase duplicaram desde 2016 e os apoios e receitas ficaram muito longe disso”, afirmou, em Aveiro, o presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP).
António Nunes falava na sede da Federação de Bombeiros de Aveiro, perante os dirigentes e comandos das associações e corpos de bombeiros do distrito.
Apontado o caso particular do custo do salário mínimo mensal, incluindo a TSU, referiu que, de 644,22 euros pagos em 2016 chegamos a 2024 com 1002,86 euros. Para o presidente da LBP, ”os aumentos salariais aos bombeiros são obviamente positivos, mas o problema é que nem as receitas nem os apoios dados às associações, não só nunca os acompanharam e cobriram, como, chegados a 2024, calculamos que os bombeiros vão ter um encargo adicional de 12 milhões de euros que não sabem nem como nem onde vão obter”.

