Bombeiros sentem-se mais uma vez discriminados

A Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) manifesta perplexidade perante o teor de um conjunto recente de portarias emanadas da Secretaria de Estado da Proteção Civil (SEPC) a partir das quais se torna possível concluir que, feitas as contas aos investimentos ali previstos, um bombeiro vale nove vezes menos que um militar da Unidade de Emergência Proteção e Socorro/GNR.
Essa perplexidade baseia-se no fato de estarmos perante o principal e, sublinhe-se, insubstituível, agente da Proteção Civil em Portugal, que intervém, em todo o território, em todos os domínios do socorro e, em cada, com índices superiores a 90 por cento.
As contas são fáceis de fazer, tendo em conta os números oficiais, e os montantes de investimentos previstos nas portarias, para equipamentos de proteção individuais florestais, quer para os bombeiros, quer para a UEPS/GNR.
Segundo a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), estão envolvidos no Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais 2022 (DECIR) 20.193 bombeiros e 1150 militares da UEPS/GNR.
Por seu turno, o conjunto de investimentos previstos para os bombeiros são de cerca de seis milhões, contra 3 milhões estabelecidos para a UEPS/GNR.
Façamos a conta em função do montante do investimento e do número de destinatários. Se dividirmos o montante de cerca de seis milhões pelos 20193 bombeiros dará 297 euros por bombeiro. E no caso da GNR, os três milhões de investimento previsto dividido pelos 1150 militares dará 2.620 euros por cada. Uma evidente desproporção, sem dúvida.

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