Bombeiros querem fazer mais

O balanço trágico dos acidentes rodoviários no último período pascal, 18 mortos, 42 feridos graves e 668 ligeiros em mais de mil acidentes, leva a Liga dos Bombeiros Portugueses a sublinhar a importância de prevenir mais e investir também mais e melhor na intervenção. No seu entender, mensagem repetida a vários Governos e entidades, importa acima de tudo prevenir, domínio para que os bombeiros também se têm disponibilizado para colaborar, nomeadamente, na sensibilização dos condutores.

Durante anos o Estado não apoiou devidamente os bombeiros como era sua obrigação no apetrechamento com meios modernos de desencarceramento. Os primeiros VSAT foram viaturas adaptadas e equipamentos obtidos pelos bombeiros à sua custa.

Cientes da importância de disporem de equipamentos para prestarem melhor socorro, e à falta do apoio do Estado, os bombeiros recorreram a benfeitores ou a meios próprios para adquirir, quer formação, quer ferramentas. Aconteceu nesta área o que, em boa medida, continua a acontecer no domínio do incêndio urbano e industrial, ou seja, deficiente apoio a equipamentos, ao contrário do que se passa com os incêndios florestais. Um fosso injustificado a que urge por cobro.

No caso dos acidentes rodoviários, repita-se, os bombeiros querem ainda fazer mais e melhor se lhes derem os meios necessários. O desenvolvimento tecnológico das viaturas exige formação contínua e ferramentas adequadas. Abordar os cenários de acidentes, abordar as vítimas, proceder à sua extração e estabilização no local é temática em que os bombeiros se tornaram exímios, com conhecimentos e procedimentos técnicos que rivalizam com o melhor que se faz no mundo. Aliás, têm dado cartas em competições internacionais dessa especialidade.

O balanço dos acidentes ocorridos na Páscoa, e o seu balanço trágico, desperta nos bombeiros, disponíveis e inconformados, a vontade de contribuir para a mudança. E essa disponibilidade não tem sido devidamente aproveitada.

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