O verdadeiro ping-pong das urgências hospitalares leva a que muitos bombeiros tenham que fazer 150 quilómetros para responder a um pedido de socorro pré-hospitalar, quando antes faziam 20 quilómetros. E isto repete-se várias vezes ao dia, em muitos locais.
Além do combustível a mais que isso implica e do tempo acrescido que demora, está a causar também outros impactos nas associações, nomeadamente, o atraso no pagamento dos ordenados dos próprios bombeiros. O somatório de tudo isso está a gerar uma espiral negativa que será cada vez mais difícil de neutralizar, aponta a Liga dos Bombeiros Portugueses.
O socorro pré-hospitalar tornou-se mais caro, mais demorado e mais arriscado para os bombeiros e para os doentes.

