A Federação de Bombeiros do Algarve e a Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL) manifestam a sua profunda preocupação perante a crescente retenção de ambulâncias dos corpos de bombeiros nos serviços de urgência hospitalar da Unidade Local de Saúde do Algarve, situação que está a comprometer, de forma grave, a capacidade de resposta da Emergência Pré-Hospitalar na região. Os números falam por si: em 20 dias as ambulâncias somaram 300 horas paradas à porta dos hospitais algarvios.
Em comunicado conjunto, as duas entidades lembram “tratar-se de uma realidade que se tem vindo a agravar de forma consistente e que coloca diariamente em causa a disponibilidade operacional dos meios de socorro responsáveis pela primeira resposta às populações”.
As ambulâncias dos corpos de bombeiros são um recurso essencial do Sistema Integrado de Emergência Médica e da Proteção Civil. A sua missão é prestar assistência no local da ocorrência, estabilizar as vítimas e assegurar o respetivo transporte para a unidade hospitalar.
Concluída essa missão, estes meios devem regressar de imediato às suas áreas de intervenção para responder a novas emergências. “Infelizmente, essa não é hoje a realidade” sublinham a Federação e a AMAL.
Imagem | SNS ULS Algarve

