É um dito comum, redutor e pleno de contradições. Valemos pelo que fazemos e não pelo que dizemos, é o dito. Foi um dito com que vimos rematado recentemente um texto nas redes sociais, a propósito da entrega de viaturas à FEPC.
Não percebemos o sentido com que é apontado, sinceramente. Se a mensagem é dirigida a outrem também, sinceramente, pensamos que se pode aplicar mais aos seus autores, no caso, porventura pelo peso de terem feito pouco e, porventura também, por ter dito muito e, porventura ainda, ter dito mal.
No caso do dito ser aplicado aos bombeiros, às associações, aos seus dirigentes e comandos ainda menos sentido faz. Todos eles, sem qualquer exceção, não precisam de provar o muito que já fizeram e fazem e, também por isso, e não só, assiste-lhes o direito e o dever coletivos de dizer muito e bem. Dizer sobre o que devia ser feito pelos bombeiros e não tem sido, dizer o que falta aos bombeiros e não lhes tem sido dado. A questão da atualização dos seguros dos bombeiros, por exemplo, é demonstração de que quem estava obrigada resolver, a ANEPC, não fez, pese embora a Liga dos Bombeiros Portugueses ter valido pelo que disse.
O dito, nesse caso, pode ser verdadeiro se aplicado à própria ANEPC, à Proteção Civil, ao Estado e à sociedade porque fizeram muito pouco e na razão inversa disseram muito.
Em jeito de balanço, os bombeiros, dirigentes e comandos continuam a ser credores, e muito, pelo que fazem pelo bem dos outros e também pelo que dizem no esforço de despertar das consciências para aquilo de que precisam para ainda fazerem melhor. Fazer e dizer bem pelo bem.
