Na Liga dos Bombeiros Portugueses todos somos eleitos, todos fomos sujeitos ao sufrágio, todos temos passado e presente nos Bombeiros. Essa é a legitimidade e a responsabilidade que nos assiste. Como em tantas outras instituições. Ao contrário de outras, nomeadamente estatais, onde os dirigentes ou responsáveis são simplesmente nomeados, uns com base em competência técnica, outros assente na confiança política, e ainda outros que juntam as duas coisas em doses variáveis.
Para já, isso estabelece a diferença entre os responsáveis da LBP e os seus interlocutores estatais e governamentais. E, em certa medida, influencia, quer as capacidades negocial e decisória, quer o próprio estatuto e perfil da função e missão de cada. É um desafio em prol do bem comum, sem dúvida, com base na concertação de vontades, disponibilidades e recursos ao alcance de cada um e de todos.
Em linguagem comum, diga-se, apesar das diferenças todos estão condenados a entender-se em benefício de todos. E assim, importa haver verdade, sinceridade e, já agora, coragem para lutar pelo entendimento, sublimando vontades. Mas nem sempre é assim. E por isso os falhanços, os impasses ou os jogos dispensáveis.
A par desta dialética surgem muitos comentários, opiniões, incentivos ou críticas cuja gestão recomenda atenção na medida da competência ou da ignorância de quem ou do quem as formula. Faz parte da vida democrática, cujo meio século estamos a celebrar, estabelecer esse debate com sinceridade, também lealdade e muito respeito.
As redes sociais desempenham um papel fundamental nisso, se utilizadas devidamente. Mas, muitas vezes, pontificam também ali perfis falsos, criados e alimentados pela cobardia do anonimato, que põem em causa o direito de opinião, expõem a falta de carater dos próprios e o respeito que os outros lhes merecem.
A LBP tem sido visada por isso, sem grandes preocupações para a própria, mas muitas preocupações para o que isso representada para a sociedade democrática que dizemos construir. Dir-se-á que estamos, não perante um manto diáfano da fantasia, mas sim da cobardia e da porcaria.
