Ao longo das décadas a figura do Bombeiro foi sempre estimada e admirada com demonstrações formais ou informais, nomeadamente locais. As demonstrações nacionais associam-se também a estas com efemérides como o Dia Internacional do Bombeiro, que vamos lembrar no dia 4 de maio, e o Dia Nacional do Bombeiro, celebrado a 26 de maio. Todas estas demonstrações provam à evidência o papel que é reconhecido ao Bombeiro no tecido social e, em particular, na comunidade local.
Porém, é estranho que a essas demonstrações efusivas continue a não corresponder o ressarcimento pelo trabalho, pelos custos incontornáveis a ele associados e que, ou tarda a aparecer, ou pura e simplesmente fica sempre aquém do necessário. É um problema recorrente, culpa da sociedade, do Estado e do poder local que não corresponde ao desafio, mas culpa das próprias associações, dos seus dirigentes, comandos e bombeiros que, mesmo não havendo meios suficientes ao dispor não deixam de corresponder ao necessário.
Trata-se de uma equação a que, porventura, será difícil corresponder se não houver uma atitude séria por parte do Estado, face às fragilidades conhecidas e que os bombeiros não deixam de evidenciar.
