A primeira certeza: Não há segurança coletiva, em nenhum país, sem bombeiros.
A segunda certeza: Se os bombeiros pararem, ao fim de cinco minutos, há gente a morrer. Esta é uma premissa que mantenho sempre muito clara.
A terceira certeza: Os bombeiros são o pilar fundamental do sistema de proteção civil. Não há proteção civil sem bombeiros.
A quarta certeza: Trata-se de um modo de estar que implica com todos aqueles que estão à sua volta.
A quinta certeza: Todos têm muito amor à camisola. É grande o espírito de sacrifício
A sexta certeza: Melhorámos muito.
A sétima certeza: O caminho que temos pela frente é talvez mais longo e mais penoso.
Todas estas “certezas” são expressas pela secretária de Estado da Proteção Civil em funções, numa recente publicação da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) sublinhando que “se tenho muitas dúvidas sobre muitas coisas, tenho algumas certezas sobre este setor”.
Nenhuma delas nos suscita qualquer dúvida, antes pelo contrário. Bem como, o facto de a governante em funções também declarar tratar-se de “um setor que cresceu não só em quantidade, mas sobretudo em qualidade” e que, também, é “um setor diferente sem paralelismo”.
Depois de tantas certezas e convicções, que até se aplaude, vem-nos a dúvida sobre qual a razão para o atual estado da arte. Carreiras, seguros, fardamentos, outros equipamentos em falta. Então, por que motivo as certezas não se materializam em apoios concretos à sua escala, medida e convicção?
