Quando se enuncia por vezes o ditado, “Antes de ser já o era”, referimo-nos comummente à pescada, mas o mesmo pode ser aplicado noutras situações, como é o caso.
Esta semana passa o Dia Mundial da Proteção Civil, efeméride de capital importância quando se trata de procurar sensibilizar os decisores políticos, as instituições e os cidadãos em geral para esse domínio.
Proteção civil é reunir meios e comportamentos para tanto quanto possível diminuir riscos e consequências de eventos naturais ou não, de maior ou menor dimensão, que atentem contra a segurança e o bem-estar dos cidadãos.
Proteção civil é uma cultura, uma forma de estar, que se quer cada vez disseminada, absorvida e praticada por todos.
Proteção civil era aquilo que os Bombeiros de Portugal já faziam muito antes desse conceito e essa cultura surgir, percursores dessa prática e animadores do seu desenvolvimento.
Será legítimo, por isso, dizer que a Proteção Civil “antes de ser já o era”, precisamente porque os Bombeiros com a sua chancela, a sua legitimidade e capacidade já a praticavam antes de ela formalmente existir. A cultura e o conceito já lá estavam.
Quando se comemora o Dia Mundial da Proteção Civil será, assim, da mais elementar justiça lembrar e celebrar quem a criou, precisamente os Bombeiros.
