A 4 de maio comemora-se o Dia Internacional do Bombeiro, efeméride criada em 1999 na sequência da morte trágica em serviço de cinco bombeiros australianos, ocorrida em 1998.
A efeméride foi gerada a partir de um movimento espontâneo que acabou por ir alastrando a vários países com o intuito comum de celebrar a memória de todos os bombeiros falecidos em serviço.
Na data, anteriormente, em vários países europeus, já se celebrava S. Floriano como padroeiro dos bombeiros, lembrando o oficial romano que no século III criou um grupo de homens, chamado combatentes do fogo, que de forma organizada passaram a apagar os inúmeros incêndios que então ocorriam.
Noutros países, como em Portugal, identificam-se dois santos padroeiros dos bombeiros, S. Marçal e S. João de Deus, bem representados nos nossos quartéis, evocados na defesa dos bombeiros no desempenho das suas missões e a memória dos que partiram.
Em Portugal, antes de 1999, a Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) criou o Dia do Bombeiro Português, normalmente coincidente com o último domingo de maio.
Este ano, a LBP comemora as duas datas, o Dia Internacional do Bombeiro, em 4 de maio, e o Dia do Bombeiro Português, em 29 de maio, na cidade de Lamego.
Em ambas as datas a LBP entende não ser demais a celebração da memória dos bombeiros falecidos em serviço e o tributo a todos eles pelo exemplo que deram e continuam a dar de cidadania ativa e abnegada.
Em Portugal, desde 1980, faleceram 237 bombeiros no cumprimento da sua nobre missão, grande parte deles no combate a incêndios florestais. Os anos mais trágicos foram os de 1985 (18 mortos), 1986 (16), 1989 (10), 1996 (12), e 2005 (16).
Em 1985, só dos Voluntários de Armamar faleceram em serviço 15 elementos, em 1986, dos Voluntários de Águeda, 9, e em 2005, 4 dos Sapadores de Coimbra.

