Estamos a meio de nova “época” de fogos florestais dos 7 % e, a par disso, de todas as outras situações que ocupam os bombeiros a 93%, com todas as vicissitudes associadas e repetidas de outros anos. Época em que se têm repetido as saídas para fora de zona, do concelho e até do distrito segundo regras e procedimentos mais que ultrapassados.
Tudo isto é uma “rotina” com que todas as associações e os seus bombeiros se têm visto confrontados. Rotina seguida pelas estruturas da ANEPC à luz de disposições que há muito urge rever. Não basta todos os anos rever a diretiva financeira que acompanha a DON para satisfazer as necessidades. Essa revisão, mesmo que saudada, fica sempre aquém das exigências, conforme fica sempre demonstrado a cada ano.
Todas essas rotinas estão implacavelmente condenadas logo que exista o contrato-programa tão falado. Essa medida não pode esperar mais, contra as muitas injustiças que se têm perpetuado ao longo de anos, as mitigantes atualizações do modelo de financiamento vigente.
Entre o que são hoje as associações e os seus corpos de bombeiros e os vários meios de financiamento, seja municipal ou estatal, existe um fosso que aumenta. Não se trata apenas de valores, mas também da inadequação do próprio modelo.
Voltemos à vaca fria, e depressa.
