Um propósito sincero

Os contactos da Liga dos Bombeiros Portugueses com o MAI, com o titular e com o secretário de Estado da Proteção Civil, têm-se sucedido de forma dialogante e substantiva. Fica-nos a convicção que há um propósito sincero reformista em construção. Mas fica-nos também a convicção que esse percurso não é isento de escolhos, alguns alçapões e outras armadilhas de vário teor, direção e intensidade.

Não há coisa pior que, a par das mudanças que se preconizam e se tornam urgentes, ter ao nosso lado quem tenha por sistema tecer loas à mudança e simultaneamente vai sabotando as engrenagens.

Os governantes têm contra si duas coisas, os nanos, mas insidiosos interesses e o tempo. No primeiro caso, estão em causa, a divisão do país com tudo o que isso acarreta de tensões que antes os distritos sanavam e que agora demonstra ser uma verdadeira “Caixa de Pandora”. E com tudo o que isso significa, seja ao nível dos regionalismos exacerbados de duvidoso enquadramento, até democrático, seja também na visão de custo/benefício face à realidade e aos recursos do país.

No segundo caso está o tempo ou, aliás, a falta dele. As mudanças faladas com anteriores Governos têm tardado muito, como se sabe, e as sucessivas expectativas dos bombeiros têm sido defraudadas por compassos de espera e adiamentos, alguns deles até explicáveis, mas difíceis de aceitar por quem espera e desespera.

É nesse quadro que nos situamos agora, aguardando que a luz que se vislumbra ao fundo do túnel, finalmente, se aproxime de nós.

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