As perguntas procuram respostas

É do senso comum que quando alguém formula uma pergunta deseja naturalmente uma resposta. E, por certo, uma resposta direta e clara.

As perguntas dirão respeito aos mais diversos assuntos e as respostas entende-se que deverão esclarecer, explicar e aclarar questões que muitas vezes vogam nas nuvens sem assentar na terra e perpetuam-se por anos sem sentido.

A subsistência das associações de bombeiros faz-se com recursos, independentemente do voluntariado operacional e administrativo que lhe esteja associado. E esses recursos têm várias origens cuja escassez, por vezes, de forma hipócrita, é justificada por haver recursos que confluem de outras proveniências. Dir-se-á que as origens tendem a pulverizar-se, a desresponsabilizar-se e a endossar sempre para outros a correção de tais situações.

A reivindicação da Liga dos Bombeiros Portugueses, aceite pelo Governo, de um contrato programa que sintetize e suporte os custos inerentes às várias missões dos bombeiros, será forma mais direta e expedita de tentar corrigir distorções, injustiças e malabarismos de algumas entidades que agem com os bombeiros.

Para esse “bolo” estruturado e legitimado deverão contribuir as autarquias, como já o fazem de modo crescente, os próprios benfeitores empresariais e particulares e, em especial, o Estado. Neste caso deve contribuir, quer o próprio Orçamento de Estado, quer as verbas dos seguros que arrecada e que nem sempre garante aos destinatários finais e o recurso sério, sublinhe-se, aos sucessivos programas com origem comunitária, incluindo agora o PRR e o Fundo Ambiental.

Sobre o PRR pairam sombras que nos fazem antever que os bombeiros vão sair mais uma vez esquecidos, prejudicados   e até preteridos. No caso do Fundo Ambiental, aos bombeiros têm-nos feito passar ao lado, não obstante ser elementos fundamentais para a preservação do meio ambiente.

Tudo isto se passa sem que as perguntas dos bombeiros e das suas associações obtenham as respostas necessárias.

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