Sobre a quem o primeiro-ministro terá passado o responso em Ponte da Barca mantém-se um silêncio sepulcral. Adivinha-se apenas.
A esse propósito, a Liga dos Bombeiros Portugueses acompanha o pensamento do primeiro-ministro quando afirmou na apresentação do DECIR que, “se temos muito mais viaturas, máquinas de rasto, mais equipas e disponibilidade, não nos podemos conformar com o mesmo resultado ou resultados piores, queremos melhores resultados”.
A Liga lembra também que, “se tivermos mais meios e não os soubermos gerir e coordenar o resultado pode ser o mesmo ou pior que os não ter. Para a LBP a questão não está apenas no mais ou menos, mas, especialmente, no bem ou no mal feito.
Manter a desorganização territorial, não dar o comandamento aos bombeiros, não garantir o pré-posicionamento e a primeira intervenção reforçadas e antecipadas podem ser condicionantes graves ao êxito da missão, independentemente do número de meios humanos e materiais disponíveis.
O “raspanete” dado pelo primeiro-ministro merece reflexão, particularmente a quem ele era dirigido.
Estamos numa fase de transição, de mudança na estrutura da Proteção Civil, a crer na posição do Governo. Para o seu êxito, porém, a Liga defende que haja clareza e confiança mútua. Se assim não for será mais uma etapa perdida.
