Só há uma certeza

Das consequências dos vários temporais que assolaram o país será prematuro tirar já conclusões definitivas. Mas, mesmo assim, para que se vá percebendo, algumas já podem ser adiantadas. Isto, entre recriminações mútuas, dúvidas instaladas, hesitações à vista, abandonos confessos e acusações de incompetência, descontrolo e falta de comando.

De tudo isso, permitimo-nos sublinhar que, neste momento, fica-nos apenas uma certeza, ou seja, a capacidade de resposta não foi esgotada nem devidamente aproveitada de início. Para memória futura fica até a pressão exercida por muitas associações e corpos de bombeiros para avançar para o terreno e os pulverizados comandos das sub-regiões da Proteção Civil a retardar, por razões que só elas saberão e no futuro próximo irão por certo explicar a todos nós.

Desde o início, a Liga dos Bombeiros Portugueses lembrou que se a lei orgânica da ANEPC tivesse, entretanto, sido alterada já se poderia contar com o comando nacional dos bombeiros. Mas, infelizmente, tal não foi ainda possível concretizar.

Não faltou, entretanto, quem apontasse à Proteção Civil o facto de ser um sistema caro, pesado ineficiente. De tal modo que, fica por provar, na verdade, que a ausência ou a presença do comandante nacional faria alguma diferença no resultado final.

Neste momento, relembro que há muita gente a dizer que não é ainda tempo para balanços. Aliás é um discurso que se repete quando há fogo, chuva, vento e tantas outras coisas e de que, em abono da verdade, nada tem resultado.

A terminar, e ao jeito de conclusão, lembramos a afirmação proferida recentemente pelo nosso companheiro Duarte Caldeira numa das televisões: “Falta humildade ao Sistema da Proteção Civil para reconhecer as suas insuficiências”.

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