A organização espontânea de uma task force pré-hospitalar durante um fim de semana em Lisboa veio desenterrar mal-entendidos e até alguns fantasmas adormecidos. Tratou-se tão somente da iniciativa de alguns comandantes de bombeiros de ensaiar ou testar, como se lhe queira chamar, uma concentração de ambulâncias de socorro e respetivas tripulações a que a Liga logisticamente deu guarida.
A iniciativa foi previamente articulada com o INEM, no âmbito do SIEM e nos termos do que está estabelecido. Tinha e teve todas as condições para ser um sucesso, uma mais-valia de reforço ao socorro na cidade de Lisboa.
O balanço positivo não foi por todos interpretado como tal. Tirado do seu sossego, e perante um dispositivo que em dois dias garantiu mais 16 intervenções na cidade de Lisboa, houve quem tivesse vindo considerá-lo subversivo, ilegal, desnecessário e passível de averiguações.
Uma demonstração de alarme social a configurar indisciplina e outras coisas que agora já nem valerá a pena referir. Que, no final, não deu verdadeiramente em nada, pese embora o facto de poder apenas compaginar um lapso de partilha de informação.
Tantas vozes para nada. Tantas vozes, afinal, para aquilo que “era desnecessário”. Fica-nos a dúvida de que forma se poderá explicar que as 16 respostas de socorro eram desnecessárias.
Há mal-entendidos que subsistem. Há fantasmas por enterrar. A situação vivida prova-o.
