É comum ouvirmos o Ministério de Saúde justificar-se com a exiguidade de disponibilidades para explicar atrasos de ressarcimento aos bombeiros pelos serviços prestados, há muito na maioria dos casos. Os bombeiros alertam igualmente que os valores protocolados estão, há muito, desatualizados, não obstante terem passado anos com o aumento de inúmeros custos associados, e pagos a más horas.
Neste cenário surge uma situação, no mínimo bizarra, verdadeiro mistério por decifrar que o Ministério da Saúde deveria explicar.
As mesmas entidades do Ministério da Saúde pagam a uns um determinado valor pelo mesmo serviço prestado de transporte de doentes e a outros pode chegar a dez vezes mais. As razões apontadas para os atrasos nos pagamentos morrem assim pela base provando-se, afinal, que as mesmas entidades afinal dispõem de dinheiro, e muito, para praticar esta gestão discriminatória.
Quem decifra este mistério?
António Nunes

